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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Evidências De Especiação

Há muitas evidências na natureza. Em alguns casos, há evidências da mesma espécie em uma grande área geográfica, cada uma ligeiramente diferente da outra. A população A cruza com a B; esta cruza com a C, que cruza com a D. Mas esta última população é tão diferente da A, que não cruza com ela ou, se o fizer, seus híbridos não serão férteis. Esse é o caso do pássaro asiático conhecido como felosa triquinoide. As populações dessa ave distribuem-se no sentido sul-norte, contornando o planalto tibetano, formando dois conjuntos de populações: uma do lado oeste e outra do lado leste. A distribuição das duas populações forma uma figura em anel. As populações vizinhas são bem parecidas e pode. cruzar entre si. Mas as diferenças aumentam ao longo do anel que, na Sibéria central, as duas populações coexistam sem se cruzar. Nesse caso , o canto do macho para atrair a fêmea é tão diferente entre as duas populações que as fêmeas de uma não reconhecem os machos da outra. A população . A especiação também pode ser observada  em laboratório. Em um experimento, uma população de drosófilas foi divididas em vários grupos. Alguns foram criados em meio de cultura à base de amido e outros, em meio de cultura à base de maltose. Depois de muitas gerações, as drosófilas criadas na cultura à base de amido eram capazes de digerir com mais eficiência esse nutriente. Quando os descendentes de ambas as culturas foram colocadas juntos em um recipiente , as fêmeas originadas de cultura à base de amido preferiam copular com machos também originados dessa cultura. O mesmo acontecia com as fêmeas vindas de meios de cultura à base de maltose. O experimento evidencia que o equivalente a um isolamento geográfico ( a separação da população em garrafas com nutrientes diferentes) foi capaz de selecionar mudanças fisiológicas e no comportamento reprodutivo. Há vários outros experimentos que levaram a um isolamento reprodutivo e, consequentemente à formação de novas espécies , feitos, geralmente , com drosófilas e outros insetos que se reproduzem rapidamente . O grande número de plantas que surgiram por poliploidia é mais uma evidência de especiação que pode ocorrer em apenas duas gerações . Por fim, não podemos. esquecer que também que a seleção artificial em alguns casos criou especies novas: carneiro domestico, por exemplo, está isolado reprodutivamente de uma de suas espécies ancestrais, Ovis Orientalis.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Defensivos Agrícolas


Em geral, as culturas agrícolas são muito sensíveis ao ataque de pragas, o que é particularmente perigosos nas monoculturas, nas quais os insetos e outros organismos parasitas (como fungos) se propagam com muita facilidade por causa da proximidade entre as plantas e da ausência de predadores naturais. Por isso o ser humano desenvolveu diversos tipos de defensivos, agrícolas, também chamados de praguicidas, pesticidas, agrotóxicos ou biocidas ( inseticidas, fungicidas, herbicidas, etc.), o que protegem as sementes, as plantações e os alimentos estocados contra o ataque de pragas. A degradação de alguns pesticidas, como os organoclorados, dos quais o diclorodifeniltricloroetano (DDT) é um exemplo, é lenta e eles tendem a se acumular ao longos das cadeias alimentares. Nos animais depositam-se no tecido adiposo, no cérebro, no fígado, nos rins, nos pulmões, nas glândulas sexuais, etc. e pode. causar problemas nesses órgãos. Outro problema é o envenenamento do agricultor por absorção direta, através da pele, dos olhos e das vias respiratórias , caso não se proteja com máscara, luvas e macacão. Na maioria dos países, incluído o Brasil, o uso do DDT e de outros organofosforados e os carbamatos, cuja degradação é mais rápida ( entre uma e doze semanas) . Mas esses produtos também podem ser tóxicos para quem os aplica se forem usados sem a devida proteção. Os agrotóxicos destroem sem distinção vários tipos de insetos , até mesmo aqueles que se alimentam de pragas nocivas, como o louva-a-deus, as vespas e a joaninha. Eles matam também outros insetos úteis , como as abelhas e as borboletas, responsáveis pela polinização. O uso prolongado de inseticidas favorece as linhagens que resistem naturalmente a seus efeitos. Com isso, as populações de insetos passam a ser formadas por grande numero de indivíduos resistentes.

domingo, 10 de setembro de 2017

A Primeira Guerra Mundial


Em 1907 Pablo Picasso, personagem-símbolo  das artes no século  XX, concluía  a obra-chave "As Donzelas de Avignon". As Donzelas parecem zombar das convenções para criar uma ilusão  de realidade. Onde está  a perspectiva?  Onde está o sombreado dos elementos para sabermos o lugar em que a luz incide? As figuras encontram-Se fragmentadas, apontado para direções distintas, pintadas com estilos diferentes. As três  donzelas da esquerda têm  os rostos moldados segundos antigas esculturas ibéricas. As da direita são  máscaras africanas. Picasso, com um olho em suas origens hispânica e outro na escultura negra, estava, agressivamente,  atacando um estilo consagrado de pintura. Como afirmou o crítico de arte e ex-prefeito de Roma Giulio Argan (1909-1992), "na história  da arte moderna [o quadro] é  a primeira ação de ruptura". Apesar de alguns artistas como Picasso estarem então  anunciando a crise da cultura européia  antes da Primeira Guerra Mundial , ainda predominavam um certo fascínio iluminista pela tecnologia, que conduziria o homem ao progresso, e pela luz da ciência,  que produziria homens cada vez melhores e mais sábios.  Mas o que a racionalidade tecnológica  produziu foi a mais devastadora guerra da História da humanidade. " As luzes se apagam em toda a Europa", disse o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha na noite em que a Inglaterra e a Alemanha entraram em guerra. O progresso tecnológico  capacitou os combatentes a se exterminarem com uma eficiência sem precedentes. A Europa se converteu num matadouro:  cerca de 17 milhões  de mortos e 20 milhões  de feridos. Armas químicas,  aviões bombardeiros e submarinos inauguraram a era do massacre.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Resistência

Apesar de amordaçada pela censura, a sociedade brasileira encontrou meios para resistir à onda de violências que dominavam o país.  As reações eram pequenas se comparadas com outros momentos de mobilização,  mas nem por isso menos importantes. Com a repressão sobre os estudantes, intelectuais e operários,  com as cassações e perseguições aos parlamentares de oposição  e com declínio  dos grupos guerrilheiros , era necessária  muita habilidade aos parlamentares de oposição e com o declínio dos grupos guerrilheiros, era necessária  muita habilidade para enfrentar a ditadura. Jornais que tinham suas matérias  censuradas passaram a publicar trechos de poesias. O Estado de S. Paulo estampavam estrofes de Os Lusíadas e o Jornal da Tarde, receitas de bolos. Era uma forma de lembrar aos leitores que haviam sido censurados pela repressão.  Compositores elaboraram letras para canções repletas de duplos sentidos, pudessem confundir os censores. Chico Buarque,  cansado de ter suas músicas  proibidas,  criou um novo nome -Julinho de Adelaide- , a quem atribuiu a autoria de três de suas canções: Acorda Amor, Jorge Maravilha e Milagre Brasileiro. Irônico,  o compositor fez Julinho dar uma entrevista ao Jornal Última  Hora em setembro de 1974. No ano seguinte, Julinho já havia "morrido" , mais uma vez por obra de seu criador. Mas foram as lideranças progressivas da Igreja católica,  através de suas pastorais, que exerceram o principal papel de resistência nesses anos tão  difíceis.  "Voz daqueles que não  tinham voz", ela colocou advogados à disposição das famílias  dos presos políticos.  O objetivo inicial era encontrar os prisioneiros e garantir-lhes assistência jurídica.  O cardeal-arcebispo de São  Paulo, d. Paulo Evaristo Arns, fez duras críticas  aos militares, condenou publicamente as torturas praticadas e denunciou os assassinos cometidos. Membros da Igreja deram abrigo a militantes de esquerda e ajudaram a organizar fugas para fora do país.  Juntamente  com líderes  protestantes e judaicos , o clero católico  desafiava a hierarquia militar.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Plano Diretor E Estatuto da Cidade


A partir de outubro de 2001, com a aprovação da Lei 10.257, que ficou conhecida como Estatuto da Cidade, houve regulamentação dos artigos de politica urbana que constam da Constituição de 1988. O estatuto fornece as principais diretrizes a serem aplicadas nos municípios, por exemplo: regularização da posse dos terrenos e imóveis, sobretudo em áreas de baixa renda que tiveram ocupação irregular; organização das relações entre a cidade e o campo; garantia de preservação e recuperação ambiental , entre outras. Segundo o Estatuto da Cidade é obrigatório que determinados municípios elaborem um Plano Diretor, que é um conjunto de leis que estabelece as diretrizes para o desenvolvimento socioeconômico e a preservação ambiental, regulamentando o uso e a ocupação do território municipal, especialmente o solo urbano. O Plano Diretor é obrigatório para municípios que apresentem uma ou mais das seguintes características: - Abriga mais dr 20 mil habitantes; - integra regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; - integra áreas de especial interesse turístico; - insere-se na área de influencia de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional. - onde o poder público municipal queira exigir o aproveitamento adequado do solo urbano sob pena de parcelamento, desapropriação ou progressividade do imposto territorial urbano. Os planos são elaborados pelo governo municipal- por uma equipe de profissionais qualificados, como geógrafos, arquitetos, urbanistas, engenheiros, advogados e outros. Geralmente se iniciam com um perfil geográfico e socioeconômico do município. Em seguida apresentam a proposta de desenvolvimento adotada, com atenção especial pata o meio ambiente. A parte final, e mais extensa, detalha as diretrizes definidas para cada setor da administração pública - habitação, transporte, educação, saúde, saneamento básico etc.- assim como as normas técnicas para ocupação e uso do solo, conhecida como Lei de Zoneamento. Assim, o plano Diretor pode alterar ou manter a forma dominante de organização espacial e, portanto, interfere no dia a dia de todos os cidadãos. Por exemplo, uma alteração na Lei de Zoneamento pode valorizar ou desvalorizar os imoveis e alterar a qualidade de vida em um determinado bairro, especificar em qual direção a cidade deve crescer, em que local será permitida a instalação de indústrias ou casas noturnas, em qual haverá moradia para população de baixa renda, em quais ruas e avenidas será permitida a circulação de ônibus, qual será o destino final do lixo e muitas outras regulamentações. Outro interessante exemplo prático de planejamento constante no plano diretor é o controle dos pólos geradores de tráfego, uma vê que os congestionamentos de trânsito são um sério problema para os moradores das grandes e médias cidades. Os pólos geradores de tráfego são construções que atraem grande quantidade de veículos transportando pessoas e cargas. O controle de sua localização por intermédio da Lei de Zoneamento permite diminuir os impactos que provocam sobre o transporte público e o trânsito de automóveis. Para intervir adequadamente no planejamento urbano é fundamental dispor de dados confiáveis e atualizados sobre as muitas variáveis que compõem o complexo funcionamento de uma cidade. Isso é importante para tornar a cidade mais organizada e melhorar as condições de vida de seus habitantes . Para isso, tem colaborado bastante a recente difusão dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Fruto dos avanços tecnológicos na área de informática , os SIGS permitem coletar , armazenar e processar com grande rapidez uma infinidade de dados georreferenciados fundamentais e mostrá-los por meio de plantas e mapas, gráficos e tabelas, o que facilita muito a intervenção dos profissionais envolvidos com o planejamento urbano. Antes de ser elaborado pela prefeitura (poder executivo) e aprovado pela Câmara Municipal (poder legislativo) , o Plano Diretor deve contar com a cooperação das associações representativas no planejamento municipal ". A participação da comunidade na elaboração desse documento passou a ser uma exigência constitucional que prevê, ainda, projetos de iniciativa popular , que podem ser apresentados desde que contem com participação (geralmente na forma de abaixo assinado) de 5% do eleitorado, como vimos no inciso XIII. Entretanto , o planejamento das ações governamentais e a sua execução demandam um processo composto por varias fases e algumas (como preparar uma licitação ou aprovar o orçamento no legislativo) dificilmente podem ser organizadas pela população. Como o encaminhamento das fases demanda uma ação administrativa complexa, na prática a participação popular no planejamento e na execução de intervenções urbanas só se concretiza quando a pressão popular e a vontade dos governantes convergem nessa direção.

domingo, 6 de agosto de 2017

Fenótipo e Genótipo

A palavra característica do caráter designa qualquer particularidade de um individuo : a cor da flor, o tipo de cabelo , a cor dos olhos e o grupo sanguíneo . Um mesmo caráter pode apresentar duas ou mais variedades , sendo cada uma delas dominada fenótipo. Assim para o caráter, grupo sanguíneo do sistema ABO pode haver 4 fenótipos : Tipo A, Tipo B , Tipo AB e tipo O. Os caracteres nem sempre são visíveis , como é o caso do grupo sanguíneo a que um individuo pertence . Para determina-lo é necessário realizar testes especiais. O termo genótipo pode ser aplicado tanto ao conjunto total de genes de um indivíduo como a cada par de alelos em particular .Os filhos herdam dos pais o certo genótipo que tem a potencialidade de expressar um fenótipo. Um mesmo genótipo pode expressar-se pode diferentes fenótipos , dependendo de sua interação com o meio. O genótipo determina, portanto, uma escala de variação fenotípica para o indivíduo , sendo que o ambiente determina em que ponto dessa escala o individuo está . O meio não é somente um ambiente externo ao corpo do individuo . É também tudo o que cerca os cromossomos: o Nucleoplasma, o Citoplasma , o corpo do organismo. Os gatos siameses nos mostram um exemplo claro de atuação do meio ambiente no genótipo . As extremidades do corpo desses animais (Focinho, orelhas ,patas e caudas) têm pelos pretos e resto do corpo tem pelos mais claros . A cor do pelo deve ser a presença de pigmento, cuja síntese é comandada pela ação de um gene que só se manifesta nas áreas do corpo com temperaturas mais baixas. Nas demais regiões do corpo o gene não atua. Nesse exemplo, o meio ambiente determina, quando, como e se o gene vai se manifestar. Em coelhos himalaios ocorre mecanismos semelhantes . Nesses animais é possível introduzir experimentalmente a ação de genes.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Bioengenharia e Produção de Hormônios

Na década de 1980, nos Estados Unidos, crianças com nanismo eram tratadas com o hormônio de crescimento humano , a somatotrofina, obtida  de hipófises retiradas de cadáveres. Em 1984, surgiram alguns casos da grave doenças de Creutzfeldt-Jacob em jovens tratados com esses extratos, o que levou à proibição da sua produção pelas indústrias farmacêuticas. Sabemos que essa síndrome humana é semelhante à doença da vaca louca, causada pelos príons, que recentemente provocou uma epidemia devastadora nos rebanhos da Europa. Na mesma época , uma grande empresa de biotecnologia da Califórnia conseguiu produzir a somatotrofina usando a bactéria Escherichia coli, na qual havia sido implantado o gene humano específico , responsável pela síntese desse hormônio. A licença para comercializar o novo produto foi dada em 1985 e hoje é um dos maiores sucessos de venda da indústria farmacêutica. Infelizmente, nos últimos anos, houve exageros na prescrição e uso indiscriminado do hormônio por crianças que, na verdade, não tinham problemas de crescimento . Nos Estados Unidos, o abuso já se disseminou entre estudantes de ensino médio, na faixa dos 15 anos, que se julgam baixos e conseguem obter o hormônio ilegalmente e o utilizam sem acompanhamento médico. Outro hormônio proteico, obtido da Escherichia Coli  por engenharia genética e de grande importância médica , é a eritropoietina , usada no tratamento de algumas anemias severas. A eritropoietina é normalmente produzida pelos rins e age como estimulante da medula óssea vermelha na produção de hemácias. A técnica para produção bacteriana de proteínas humanas consiste na implantação de um determinado gene humano na Escherichia coli que, mantida em grandes recipientes de cultura, passa a produzir a proteína especifica como se fosse sua e m boas quantidades, em nível industrial.


domingo, 30 de julho de 2017

A Gametogênese


A gematogênese masculina (espermatogênese) e a gemetogênese feminina (ovogênese) são processos muito semelhantes , diferindo basicamente em relação ao tamanho das células e o número de gametas férteis resultantes das meioses , ao final do processo. No início , o período de multiplicação caracteriza-se por um grande número de mitoses das células germinativas primordiais, resultando as gônias, que são células diplóides. No período de crescimento , essas gônias, que são células diplóides. No período de crescimento , essas gônias acumulam substâncias de reserva , aumentam em volume , passando a citos de primeira ordem de reserva, aumentam em volume, passando a citos de primeira ordem, ou citos I, ainda diplóides. Finalmente, no período de maturação , ocorre a meiose. Na telófase I originam-se os citos de segunda ordem , os citos II, e , no final , na telófase II, já estão formados os óvulos e as espermátides, ambos haplóides. No caso da ovogênese , das quatro células resultantes da meiose , apenas o grande é o óvulo, fértil; as outras três , pequenas , são os corpúsculos polares (polócitos) , estéreis. No caso da espermatogênese, as espermátides são células imóveis que se transformarão em espermatozóides flagelados , capazes, portanto, de fecundar. Observação: Na realidade , no momento da ovulação, o que é expelido não é um óvulo, mas um ovócito II, pois a meiose ainda não está terminada. Somente durante a fecundação, com penetração do espermatozóide, esse ovócito é ativado, estimulado, e completa a meiose, separando o polócito II. Assim, ele se torna uma célula haplóide , cujo núcleo funde-se ao do espermatozóide , formando o zigoto (diplóide). No entanto, costuma-se falar em óvulo fecundado e não em ovócito.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Fibras Vegetais


Nos vários ramos da biologia, o termo fibras pode ter diferentes significados. Fibra pode ser uma célula muscular, um nervo ou simplesmente uma macromolécula filamentar, como, por exemplo, o colágeno e a elastina. Nos vegetais, as fibras são células alongadas, mortas , de paredes espessas e resistentes. Elas podem se apresentar isoladas ou em feixes, com frequência associadas aos tecidos condutores. É comum, por exemplo, formarem uma espécie de bainha ao redor dos feixes de monocotiledôneas. Nesse caso, os feixes têm cordões de fibras paralelas, bem resistentes, visíveis a olho nu. Nas fibras do algodão , por sua vez, são finas e sedosas, partem da epiderme das sementes e têm função de disseminação. Em todos esses casos, as fibras são longas células de esclerênquima de 0,5 mm a 20-30 cm de comprimento , com espessura, resistência e flexibilidade variadas. As fibras do linho e do cânhamo são extraídas de caules finos, herbáceos de 1 a 3m de comprimento. O linho , um tecido resistente , era usado há milhares de anos por hebreus e egípcios, que com ele produziam mantos. O cânhamo fornece fibras para cordas , barbantes e velas de barcos. Essa planta, infelizmente, ainda é bastante cultivada em várias partes do mundo, mas para ser usada como uma droga bastante difundida, a maconha ou o haxixe. O seu princípio ativo é o alcalóide tetraidrocanabinol , que se encontra em altas concentrações especialmente nas inflorescências femininas.  O sisal e o linho-da-nova-zelândia têm suas fibras extraídas das folhas. O Agave , cultivado no Nordeste , tem as longas e grossas dispostas em roseta , como as das bromélias. Para separar as fibras rígidas extraídas das folhas. O Agave , cultivado no Nordeste, tem as longas e grossas folhas dispostas em roseta , como as das bromélias. Para separar as fibras rígidas e amareladas de sisal, as folhas são maceradas e raspadas manualmente. Muitas espécies de plantas fornecem outros tipos de  fibras de interesse econômico , por exemplo, a juta, o rami, a pita. Mas, sem dúvida , é o algodão , que tem maior consumo mundial para a produção do tecido e do algodão hidrófilo. Das suas sementes ainda se extrai o óleo de caroço de algodão, que é comestível, e o resto do material prensado (a torta) é usado para alimentar o gado. Uma recente conquista da biotecnologia foi a obtenção de variedades de algodão transgênico, portador de genes para fibras coloridas, que dispensa o tingimento do tecido.

sábado, 22 de julho de 2017

Os Osteíctios


Está é a maior classe de vertebrados , com mais de 20 mil espécies, marinhas e de água doce. São animais de esqueleto ósseo e muito mais diversificados do que os condríctios, tanto em tamanho quanto em forma e modo de vida. Nesse grupo se incluem os menores vertebrados, com 1 cm de comprimento , do gênero Pandoka, existente nas Filipinas, e animais gigantes como o pirarucu (2 m), o peixe-lua (3 m) e o esturjão (6 m), do qual se obtém o precioso caviar (ovos). Curiosos são os peixes de grandes profundidades (abissais), com seus órgãos bioluminescentes ; os cavalos-marinhos , cujos machos guardam os filhotes numa bolsa ventral; os peixes-voadores , que planam fora d'água para se livrar de predadores; os linguados , que vivem camuflados na areia do fundo; os tambuatás, que fazem longas migrações em terra, durante a noite; os baiacus-de-espinho; o peixe-elétrico da Amazônia , que pode dar descargas de até 500 volts para capturar presas e se defender ; a pirambóia, do grupo dos dipnóicos , de respiração pulmonar , realizada através de bexiga natatória bem vascularizada; as belas espécies ornamentais e tantos outros. Os osteíctios são bem diferentes dos condríctios e podem ser facilmente identificados apenas pela anatomia externa. Seu  corpo é recoberto por grandes escamas circulares , achatadas , dos tipos ciclóide e ctenoide, que ficam sob a fina epiderme rica em glândulas mucosas. Na derme há células pigmentadas, amebóides, os cromatóforos, que permitem mudanças de coloração. A boca é voltada para frente e existem fortes placas ósseas, os opérculos, protegendo as brânquias. A nadadeira caudal é homocerca, ou seja, tem ramos dorsal e ventral de mesmo tamanho. Em geral são bem desenvolvidas as nadadeiras pares, peitorais (anteriores) e pélvicas (posteriores) , de função estabilizadora . Ao longo do corpo são bem visíveis as duas linhas laterais. No sistema digestório , há uma ampla faringe, com brânquias; um curto esôfago, que pode estar ligado à bexiga natatória por um canal (pneumoduto) que facilita a expulsão do excesso de gás da bexiga ; e alguns cecos pilóricos, secretores de enzimas digestivas . Não existe prega espiral. O sistema circulatório é fechado , como em todos os vertebrados ,  e o coração tem duas câmaras , um átrio e um ventrículo. O coração recebe todo o sangue venoso do corpo e o impele para as brânquias, onde é oxigenado e lavado de volta para o corpo por uma aorta dorsal. Nas brânquias , a oxigenação é facilitada pelo grande  número de finas lâminas paralelas bem vascularizadas, por entre as quais passa a água que entrou pela boca. Os rins são do tipo mesonefro e a substância nitrogenada de excreção é a ureia, encontrada no sangue em taxa muito menor do que nos condríctios.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O Ciclo Reprodutor De Uma Samambaia

 Nas samambaias , a planta inteira, com raízes, caule e grandes folhas, corresponde ao esporófito. As folhas em geral têm função dupla: fotossíntese e reprodução, pois na parte inferior dos folíolos distribuem-se grupos de esporângios, os soros, que, em algumas espécies , ficam protegidos por uma fina lâmina de cobertura , o indúsio.  Cada esporângio é uma estrutura característica , com um pedúnculo, uma faixa de calulas reforçadas e uma abertura , a estômia. No interior do esporângio, muitas células-mães sofrem meiose e originam dezenas de esporos haplóides , iguais entre si. Daí falar-se em isosporia. Em atmosfera seca, as células do annulus perdem água, murcham e provocam tensões na região do estômio, onde ocorre a ruptura do esporângio e a consequente expulsão dos esporos que germina produz um prótalo verde, laminar , em forma de coração , de apenas alguns milímetros e que corresponde ao gametófito. Na face inferior do prótalo, entre muitos rizóides que o fixam na terra, há vários arquegônios e anterídios. Dos anterídios são liberados muitos anterozóides flagelados que nadam na película de água que envolve o prótalo e chegam à abertura dos arquegônios. A fecundação da oosfera no interior de um dos arquegônios dá origem a um zigoto, o que garante a formação de um pequeno embrião , por mitoses. Ainda preso ao prótalo, ele se desenvolve e forma uma plantinha , o novo esporófito que tem , inicialmente , apenas uma raiz e uma pequena folha, verdadeiras por apresentarem vasos condutores. Devemos insistir na observação de que, no ciclo das pteridófitas , a fase mais desenvolvida e duradoura é o esporófito, representado pela planta com raízes, caule e folhas, ficando o gametófito reduzido ao pequeno prótalo. Houve , portanto, uma inversão do que ocorre nas briófitas.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

A Nutrição Mineral


Da mesma forma que nos animais , importante fator para o bom desenvolvimento dos vegetais é a absorção e a utilização dos nutrientes. Nas plantas , a nutrição orgânica é basicamente dependente da fotossíntese , mas os minerais devem ser constantemente absorvidos do solo, pois entram na composição de importantes substâncias , de pigmentos a enzimas e hormônios , sendo requeridos em doses variadas. As necessidades minerais variam de uma planta para outra e, portanto, também é importante para quem as cultiva saber não só os tipos,  mas as quantidades de minerais que devem ser fornecidas especificamente para as suas plantações. Essa prática agrícola de aplicação de fertilizantes nos solos está fundamentada em exaustivos estudos de inúmeras soluções nutritivas testadas em laboratório por vários fisiologistas. Ficou comprovado que, para o desenvolvimento normal das plantas , essas soluções devem ter todos os elementos indispensáveis, absorvidos sob a forma de nitratos , sulfatos , amônia , fosfatos , cloreto de sódio e outros , em quantidades precisamente balanceadas. Sabemos que a falta de determinado elemento determina o aparecimento de sintomas bem marcados , as chamadas deficiências minerais, bastante conhecidas por agrônomos e outros especialistas. Dentre elas estão a clerose (amarelecimento), manchas e necrose das folhas , frutos pequenos , queda precoce de frutos e folhas, caules frágeis etc. Um dos bons exemplos de deficiência é a do magnésio , que entra na composição das moléculas das clorofilas. Essa deficiência provoca a clorose das folhas pela falta desses pigmentos.  Os  trabalhos com as soluções nutritivas mostraram que há elementos requeridos pelas plantas em grandes doses, sendo chamados de macronutrientes (nitrogênio, potássio, cálcio , magnésio, fósforo , enxofre) , além do carbono , oxigênio e hidrogênio , obtidos do gás carbônico e da água. Além deles , são indispensáveis , embora em doses mínimas , os manganês , níquel) , e que entram na composição de vitaminas , enzimas , citocromos , pigmentos , hormônios etc. Alguns desses micronutrientes são dificilmente detectáveis. Deve ser entendido que macronutrientes não são mais importantes do que micronutrientes . Ambos são indispensáveis , e a diferença é apenas quantitativa. A grave deficiência de determinado micronutriente numa planta pode significar parada de crescimento e morte. Às vezes vezes , um determinado nutriente é dispensável . Se as leguminosas dependem apenas do nitrogênio do ar para a fixação , o cobalto é um micronutriente essencial. Porém, se essas plantas recebem nitrogênio na forma de nitratos , amônia ou ureia , o cobalto passa a ser dispensável.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Os Músculos Esqueléticos

Estudamos a estrutura e a função do tecido muscular , que constitui os músculos, os órgãos da contração. Estes, que correspondem a cerca de 40% do peso corporal , respondem pelos movimentos corporais voluntários, desde um simples sorriso, ou um dobrar de dedos, até as complexas proezas realizadas pelos ginastas. Os músculos são, em geral, alongados, com tendões nas extremidades e inteiramente revestidos pelo epimísio, uma membrana resistente , de tecido conjuntivo fibroso. Sua cor deve-se à grande irrigação sanguínea e ao pigmento mioglobina, que lhes garantem um bom suprimento de oxigênio, requerido pelo seus grande consumo energético. Muitos músculos são chamados de antagônicos , pois enquanto um deles se contrai, o outro relaxa. A ação antagônica dos músculos bíceps e tríceps é responsável pelos movimentos de flexão e extensão do antebraço. Os músculos têm grande capacidade de desenvolvimento , aumentando muito em tamanho e força como resposta ao exercício. Esse aumento é consequência não do aumento do número de fibras musculares , mas da hipertrofia e da maior capacidade contrátil adquiridas pelo músculo. Ao contrário , a falta de exercícios provoca uma perda de massa, e a inatividade prolongada causa atrofia. O levantamento de peso intensivo e prolongado que com frequência é combinado ao uso de drogas anabolizantes , as "bombas" , pode levar o praticante a ter sérios e irreversíveis problemas de saúde. A musculação deve ser praticada com moderação e sob a orientação especializada, o que inclui exames regulares de avaliação atlética e das condições de saúde , além de alimentação adequada.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Reprodução Dos Protistas


As células reprodutoras das algas são os esporos, flagelados (zoósporos) ou sem flagelos , produzidos em esporângios. Todo esporo pode, isoladamente, formar um novo talo, através de muitas mitoses . A reprodução sexuada é feita pelos gametas produzidos em gametângios. Quando o gameta feminino (oosfera) é grande e imóvel e o gameta masculino (anterozóide) é pequeno, com flagelos e boa motilidade , fala-se em oogamia. A célula resultante da fecundação é o zigoto que, por muitas mitoses, dá origem a um novo talo. O principal tipo de ciclo reprodutor presente nas algas é chamada alternância de gerações , ou ciclo haplôntico-diplôntico (Haplodiplobionte). Nesse ciclo ocorrem dois tipos de talos: um haplóide e outro doplóide. O talo haplóide , que produz gametas , é o chamado gametófito; o talo diplóide, que produz esporos , é o esporófito. Num talo G feminino , por fecundação das oosferas , formam-se  muitos zigotos diplóides , cada um dos quais , por mitoses, origina um talo. Esses talos diplóides produzem então esporos haplóides , por meioses, no interior dos esporângios. Cada esporo , ao germinar , volta a formar um talo G, haplóide. Nesse ciclo sempre ocorre a chamada meiose , também característica das plantas. A importância da alternância de gerações é evidente , pois , se através dos milhares de esporos é garantida uma grande população de novas algas, a reprodução sexuada determina a boa variabilidade genética da espécie. Observe com atenção o esquema da alternância de gerações em Ulva , uma clorofila na qual os gametas masculinos (pequenos) e os femininos (grandes) são flagelados.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

A Evolução Das Baleias

A história evolutiva das baleias a partir de um ancestral terrestre está bem documentada por uma sequência de fósseis em que se percebe progressiva adaptação ao ambiente aquático. Do exame desses fósseis pode-se notar, por exemplo, que as aberturas nasais migraram para o topo da cabeça - o que permite que as baleias respirem sem precisar emergir totalmente. Além disso, o corpo adquiriu um formato hidrodinâmico; os membros dianteiros modificaram-se em nadadeiras; os membros posteriores diminuíram até desaparecer, o que tornou mais eficiente o deslocamento no meio líquido. Outra evidência desse processo é o fato de serem encontrados , dentro do corpo de algumas baleias atuais , ossos em tamanho reduzido que se parecem com os ossos dos membros posteriores de mamíferos terrestres. Com base em todas essas evidências , é possível supor que populações de mamíferos terrestres que viviam no litoral e se alimentavam de peixes tornaram-se gradativamente adaptadas à vida aquática graças a uma série de mutações positivamente selecionadas. Análises comparativas do DNA de mamíferos indicam que o grupo atual mais aparentado evolutivamente com o das baleias é o dos atiodáctilos ( que inclui os hipopótamos, os porcos e os bois , entre outros ).


quinta-feira, 29 de junho de 2017

A Consolidação Do Capitalismo Americano: Guerra Civil e Expansionismo


Os gostos, hábitos de consumo e costumes norte-americanos espalharam-se pelo mundo por meio de seus inúmeros empreendimentos econômicos e culturais. A cultura que opõe o winner (vencedor) ao loser (perdedor) e as batalhas pelas liberdades individuais circulam com o poder do dólar e são constantemente reafirmadas pelos meios de comunicação e pela indústria do entretenimento , com destaque para o cinema. Filmes com Independence Day , O patriota e Pearl Harbor reforçam , para os públicos interno e externo, o mito de que os Estados Unidos da América têm por missão liderar a humanidade rumo à liberdade e à democracia. Essa mitologia não é recente . Ela teve início muito antes de as ex-colônias norte-americanas se afirmarem como grandes potências e políticos norte-americanos divulgavam a ideia de que os Estados Unidos teriam a missão de defender não apenas sua sociedade , mas a humanidade em geral , difundindo seus valores pelo mundo. Esses mitos serviram como mola propulsora para o desenvolvimento e o expansionismo norte-americanos e foram reforçados constantemente , a cada triunfo da surpreendente ascensão do capitalismo nos Estados Unidos. Na verdade, conhecer a trajetória desse povo , que , por vezes, apresentou-se como caçador de peles e de índios , cowboy e empreendedor , ajuda-nos a entender melhor o mundo contemporâneo e suas contradições.

domingo, 25 de junho de 2017

Urbanização E Planejamento Nos Países Subdesenvolvidos

A partir da década de 1950, houve ampliação considerável da superfície ocupada pelas cidades nos países subdesenvolvidos , num ritmo muito mais acentuado do que o verificado nos países onde a urbanização acontecera há mais tempo. De modo geral, a expansão das cidades nos países subdesenvolvidos deu-se praticamente sem orientação ou planejamento , agravando o quadro de exclusão social no espaço urbano. Na periferia das cidades, vários terrenos e loteamentos - a maioria clandestinos e desprovidos de infra-estrutura - foram ocupados pela população mais carente para estabelecer sua moradia. Esse fenômeno é comum a várias cidades apesar das diferenças existentes na organização espacial e no grau da ocupação da superfície cada uma delas. Na Cidade do México , em Lima e em São Paulo , por exemplo, a expansão da superfície construída aconteceu em ritmo mais intenso que o próprio crescimento da população. Apesar do crescimento populacional elevado, em alguns períodos não se verificou um aumento na densidade demográfica em algumas cidades mais pobres. Isso se deve ao fato de elas apresentarem uma expansão desordenada e um crescimento "horizontalizado". Esse crescimento horizontal cria grandes dificuldades para a implantação de infra-estrutura adequada (como transporte, coleta de lixo e saneamento básico) em lugares mais distantes. As cidades estão ligadas entre si por uma estrutura de transporte e de meios de comunicação , formando uma rede urbana onde estabelecem fluxos de mercadorias , pessoas e informações. As relações nessa urbana são hierárquicas , pois algumas cidades exercem papel de comando, estando no topo da hierarquia urbana: são as cidades globais e as metrópoles.



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Sarcopterígeos


Os sarcopterígeos são peixes que têm nadadeiras carnosas , sustentadas por ossos semelhantes aos dos membros dos tetrápodes. Em função disso, acredita-se que os primeiros vertebrados terrestres- os anfíbios- teriam surgido de um grupo de sarcopterígeos , sem representantes na fauna atual, que viviam em águas rasas respirando por brânquias e também por pulmões. Em períodos geológicos passados , os sarcopterígeos eram abundantes, mas na fauna atual estão representados por apenas quatro gêneros , classificados  em dois grupos :   Actinistias (Actinístias) e Dipnoi (dipnoicos). No grupo dos actinístias está o celacanto , peixe marinho que vive na costa oeste da África e no sudeste asiático a uma profundidade de de até 200 m. As latimérias realizam fecundação interna e são vivíparas. Os dipnoicos são os peixes pulmonados. Vivem em rios de regiões tropicais e estão representados na fauna atual por apenas três gêneros: o Neoceratodus (da Austrália) , o Lepidosiren (da América do Sul) e o Protopterus (da África). O peixe pulmonado brasileiro é a piramboia , que vive na região amazônica. As piramboias têm brânquias reduzidas , insuficientes para suas necessidades respiratórias. Assim, a respiração aérea realizada pelo pulmão é essencial para elas. Ao contrário dos demais peixes, as narinas dos dipnoicos tem comunicação com a faringe. Esta condição também estava presente nos sarcopterígeos que deram origem aos tetrápodes e permaneceram em todos os vertebrados terrestres.

sábado, 17 de junho de 2017

Urocordados


Os urocordados recebem esse nome porque apresentam notocorda na região caudal das larvas. Dependendo do grupo de Urochordata, a notocorda persiste ou não nos adultos. Todos os urocordados são animais marinhos. Os representantes mais conhecidos entre os urocordados são as ascídias, nas quais a notocorda não persiste na fase adulta. Será nesse grupo de urocordados que deteremos nossa atenção.  As ascídias são comuns nos costões rochosos dos mares; há espécies solitárias e espécies coloniais. Uma das espécies solitárias comuns no litoral brasileiro é a ascídia negra. Os urocordados são também denominados tunicados, por possuírem uma única resistente revestindo o corpo . Essa túnica é formada por um carboidrato semelhante à celulose: a tunicina. São animais filtradores; eles aproveitam o alimento contido na água que fazem circular pelo corpo por meio da ação de cílios das fendas faringianas. Estas se abrem no interior do corpo em uma cavidade chamada átrio, que se comunica com o exterior pelo sifão bucal , por onde a água entra, e pelo sifão atrial, por onde a água sai. Essa água circulante é importante para as trocas gasosas que ocorrem na região da faringe. O Sistema Circulatório desses animais apresenta coração com batimento muito peculiar: periodicamente ele reverte o sentido que impulsiona o sangue , que é enviado ora em um sentido , ora em outro. Em geral os urocordados são hermafroditas , mas têm mecanismos que dificultam a autofecundação. Os óvulos e os espermatozoides são liberados na água, onde ocorre a fecundação. Depois do desenvolvimento embrionário, surge uma larva livre-natante que reúne todas as características dos cordados, mas com notocorda restrita apenas à região da cauda. Após uma vida planctônica, a larva fixa-se a um substrato, sofre metamorfose e dá origem ao adulto. Na metamorfose em ascídias, a cauda e a notocorda desaparecem.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Basiomicetos

São exemplos de basidiomicetos o fungo chamado orelha-de-pau e os cogumelos do gênero Agaricus , apreciados como alimento pelo ser humano. Nesse grupo estão os fungos Amanita Muscaria e Amanita Phalloides, cujos cogumelos, se ingeridos, podem causar a morte da pessoa. Há também os do gênero Psilocybe, que produzem efeitos alucinógenos semelhantes aos do LSD , causando sérios danos ao sistema nervoso. Cerca de metade das espécies de basidiomicetos forma micorrizas. Dentre os basidiomicetos há representantes unicelulares e os que apresentam micélio com hifas septadas. A caraterística marcante do grupo é o tipo de esporo produzido por meiose na fase sexuado do ciclo: o basidiósporo. Esses esporos são formados em uma estrutura denominada basídio. Um basídio jovem corresponde inicialmente a uma célula com dois núcleos , que se fundem originando um núcleo diploide , que logo sofre meiose resultando quatro núcleos haploides. Cada núcleo migra para um projeção apical do basídio, formando um basidiósporo. Assim, ao contrário dos ascos , que armazenam os ascósporos em seu interior, os basídios armazenam os quatro basidiósporos externamente. Os basídios ficam abrigados em corpos de frutificação chamados basidiocarpos. Os basidiomicetos são bastante uniformes quanto ao ciclo de vida, seguindo, com poucas variações para um basidiomiceto genérico.

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