O casamento cristãos representa, desde os tempos medievais , uma das mais profundas formas de dominação social. Desde então, tratava-se de restringir o comportamento sexual e controlar a reprodução da comunidade, em todos os seus níveis . O matrimônio público , dirigido pelo Padre, salientava o caráter sagrado das relações sexo-sociais, levando-as para muito além da esfera de decisão dos indivíduos envolvidos. A benção matrimonial e o estabelecimento de um contrato legal opunham-se ao concubinato . O casamento inscrevia-se no cotidiano medieval como uma prática disciplinadora das diversas ordens , sobretudo da nobreza. O adultério era seu contraponto . Significava o desregramento moral do tecido social e a possibilidade da pulverização de bens, contida pelas proibições de legados e doações a amantes. Para a nobreza era necessário controlar o comportamento feminino , porta de entrada para aventuras cavaleirescas, admitidas apenas de maneira simbólica nos jogos de amor cortesão. Por outro lado , juntamente com a guerra , as alianças matrimoniais constituíam meios de ampliação das propriedades senhoriais e mesmo de incorporação de reinos e principados.
Mostra de Tiradentes premia fantasmas do cinema e exorciza ditadura
-
A Mostra de Cinema de Tiradentes se viu rodeada por fantasmas nesta que é a
sua 29ª edição. Leia mais (02/01/2026 - 02h52)

